Hiroshima

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Província de Hiroshima (広島県)
Província de Hiroshima (広島県)


Hiroshima (広島市 -shi) é uma cidade japonesa localizada na província de Hiroshima. Fica no rio Ota (Ota-gawa), cujos seis canais dividem a cidade em ilhas. Cresceu em torno de um castelo feudal do século XVI. Serviu de quartel-general durante a guerra sino-japonesa (1894-95). Em 6 de agosto de 1945 foi a primeira cidade do mundo arrasada por uma bomba atômica: 75 mil pessoas foram mortas ou feridas..

Em 2003, a cidade tinha uma população estimada em 1 136 684 habitantes e uma densidade populacional de 1 532,44 h/km². Tem uma área total de 741,75 km².

Recebeu o estatuto de cidade a 1589.

Centro de Hiroshima (1999)
Centro de Hiroshima (1999)

O primeiro ataque atômico da história fez com que a cidade de Hiroshima ficasse mundialmente conhecida. A cidade foi arrasada em 6 de agosto de 1945 pela primeira bomba atômica, lançada pelos Estados Unidos.

Conteúdo

[editar] A escolha

O alvo inicialmente seria Kyoto ou (Quioto), ex-capital e centro religioso do Japão, mas Henry Stimson, secretário da Guerra norte-americano, preferiu a cidade de Hiroshima, escolhida para o ataque porque fica no centro de um vale, o que pode aumentar o impacto da explosão nuclear, já que as montanhas ao redor prenderiam na região as intensas ondas de calor, a radiação ultravioleta e os raios térmicos produzidos no ataque. Definidos os detalhes da missão, o bombardeiro Boeing B-29 Superfortress|B-29, "Enola Gay" (batizado com o nome da mãe do piloto), comandado pelo piloto Paul Tibbets, decolou da pequena ilha Tinian para um vôo de 2.735 km. Logo depois, levantaram vôo outros dois B-29 que tinham a missão de medir e fotografar a missão. O Enola Gay, levava em sua carga fatídica o artefato chamado pelos americanos de "Little Boy"(Que em Ingles significa:'garotinho'), sua carcaça tinha 3,2 m, de comprimento e 74 cm de diâmetro, pesando 4.300 kg, e potência equivalente a 12,5 kt de TNT.

[editar] O horror

Cogumelo atômico
Cogumelo atômico

No 33° dia após o aniversário dos U.S.A e às 08:15, do dia 06 de Agosto, o Enola Gay lançou a primeira bomba A programada para detonar a 576 m acima da cidade japonesa onde viviam milhares de pessoas, e após um silencioso clarão, ergueu-se um cogumelo de devastação de 9.000 m de altura provocando ventos de 640 a 970 km/h e espalhando material radioativo numa espessa nuvem de poeira. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus centígrados, similar às temperaturas proximas ao limbo do Sol. Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes, e era uma das maiores cidades do Japão, o bombardeio matou cerca de 130 mil pessoas e feriu outras 80 mil, a bomba lançada é até hoje a arma que mais mortes provocou em pouco tempo, 221.893 mortos é o total das vítimas da bomba reconhecidas oficialmente. A bomba também afetou seriamente a saúde de milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, que nada tinha a ver com a guerra ou que a simples curiosidade as levassem até o local. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Num raio de 2 km, a partir do centro da explosão, a destruição foi total. Milhares de pessoas foram desintegradas e, em função da falta de cadáver, as mortes jamais foram confirmadas.

[editar] A lição que ficou

O ataque nuclear a Hiroshima sofre até nos dias de hoje criticas por parte da humanidade, lideres mundiais se posicionaram contra essa crueldade, e após conhecer o potencial de destruição das bombas atômicas, as potências temem se envolver em um conflito nuclear, a bomba de Hiroshima deixa umas das lições mais importantes da humanidade: existe a possibilidade de sermos exterminados como espécie, não simplesmente mortes individuais, mas o fim da espécie humana.

[editar] Não foi a bomba atômica lançada sobre o Japão que fez terminar a Segunda Guerra Mundial

Entre os historiadores ocidentais, em particular os norte-americanos, está difundida a opinião de que “as bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki puseram fim a Segunda Guerra Mundial”. Sem negar o importante efeito psicológico que tiveram os bombardeios atômicos, que precipitaram a capitulação do Japão, ao mesmo tempo não se pode aceitar que eles tenham sido os responsáveis pelo final da guerra. Eminentes políticos do ocidente também reconheciam isso. Por exemplo, Churchill dizia: “Seria errado supor que o destino do Japão tenha sido determinado pela bomba atômica.”

Os fatos provam que o bombardeio atômico não levou à capitulação do Japão. O governo e o alto comando japoneses ocultaram do povo a notícia do uso da nova arma, atômica, pelos norte-americanos e continuaram preparando a batalha decisiva em seu território. O bombardeio de Hiroshima não foi debatido na reunião do Conselho Supremo do Comando de Guerra.

A advertência do presidente dos EUA, Truman, sobre sua disposição de assestar novos golpes nucleares contra o Japão, transmitida em 7 de agosto de 1945 pelo rádio norte-americano, foi avaliada pelo alto comando japonês como “propaganda dos aliados”.

Ainda depois de Hiroshima ter sido reduzida a cinzas pelo fogo atômico, os militares japoneses continuaram afirmando que o Exército e a Marinha de Guerra imperiais eram capazes de continuar combatendo e, ao infligirem um sério dano ao adversário, poderiam assegurar ao Japão condições decentes de capitulação.

Segundo cálculos do Estado Maior norte-americano, para garantir a cobertura dos desembarques nas ilhas nipônicas seria preciso lançar nove bombas atômicas, no mínimo. Mas segundo se soube mais tarde, depois de destruídas Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos não tinha outras bombas atômicas disponíveis, e sua fabricação levaria muito tempo.

“As bombas que lançamos eram as únicas de que dispúnhamos, e a velocidade de sua fabricação era muito lenta naquele tempo”, escreveria o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Stimson.

É evidente que com os bombardeios atômicos de cidades japonesas não se perseguiu nenhum objetivo militar importante. O general MacArthur, que durante a guerra teve sob seu comando as tropas aliadas no oceano Pacífico, reconheceria em 1960: “Não havia nenhuma necessidade militar de empregar a bomba atômica em 1945.” Tentando encobrir as reais finalidades do bombardeio atômico, Truman declarou em 9 de agosto de 1945 que o golpe atômico foi assestado “contra a base militar de Hiroshima” com a finalidade de “evitar vítimas entre a população civil”.

[editar] A reconstrução

Foto tirada logo após a destruição da cidade
Foto tirada logo após a destruição da cidade

A reconstrução da cidade só pôde ser encetada sem riscos a partir de 1950 e começou pela ponte Inaribashi. Hoje, a cidade é, de novo, uma grande cidade industrial (caminhões, navios, maquinaria pesada, agulhas, cerveja). Na costa (a cidade está na baía de Hiroshima), cultivam-se ostras e algas, malgrado a crescente poluição das águas do mar Interior.

Ruínas do edifício Gembaku, . Está localizado no Memorial da Paz de Hiroshima (2005)
Ruínas do edifício Gembaku, . Está localizado no Memorial da Paz de Hiroshima (2005)

No centro da cidade, foi criado um Parque da Paz, com um museu de catástrofe e um cenotáfio - monumento às vítimas da explosão. Uma Comissão das Vítimas da Bomba Atômica, instalada em 1947, conduz pesquisas médicas e biológicas sobre os efeitos da radiação. Cinco hospitais públicos e 40 clínicas particulares dão assistência gratuita às vítimas sobreviventes. Um edifício em ruínas (o único cuja estrutura, metálica, não foi destruída pela bomba) foi conservado como testemunho.

[editar] Uma homenagem brasileira

Vinicius de Moraes escreveu e Ney Matogrosso cantou um dos mais bonitos poemas sobre as vítimas de Hiroshima: Pum de Hiroshima

[editar] Símbolos provinciais

[editar] Predefinição:Ver também

Predefinição:Hiroshima Predefinição:Japãoja:広島市

[editar] Predefinição:Ligações externas

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